Descontentes com a proposta de reajuste salarial apresentada pelo prefeito Diego De Nadai, grande parte dos servidores públicos de Americana cruzou os braços. No primeiro dia de paralisação, na manhã desta terça-feira (22.03), houve tumulto e agressões físicas e verbais em frente ao prédio da prefeitura. Assessores comissionados do prefeito se envolveram em brigas com os sindicalistas.
Os grevistas informaram, por meio de comunicado à população, que a greve se deve "ao não cumprimento por parte do prefeito Diego De Nadai (PSDB)" da lei que garante a revisão anual dos salários com base na inflação do período que foi de 8,05%”.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Americana e Nova Odessa, Aires Ribeiro, a greve atingiu 90% dos trabalhadores do DAE (Departamento de Água e Esgoto), Garagem Municipal e Setor de Obras. Houve ainda grande adesão de funcionários da Saúde e professores.
A paralisação afeta serviços essenciais à população, como a coleta domiciliar de lixo, o atendimento em postos de saúde e as aulas na rede municipal de ensino. O conserto de vazamentos de água e esgoto e reparos em calçada também estão parcialmente interrompidos. No comunicado, os servidores pedem desculpas à população pelos transtornos causados pela greve.