Antonio Mentor

Deputado Estadual Antonio Mentor

Deputado se emociona em cerimônia de anistia a desaparecidos da ditadura militar

O deputado estadual Antonio Mentor participou, na noite de sexta-feira (29.04), da cerimônia de Pedido de Desculpas Públicas pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça às vítimas rio-clarenses da ditadura militar. A solenidade homenageou a professora Maria Cecília Bárbara Wetten, torturada durante o período da ditadura, e os estudantes Orlando Moura Momente e Abílio Clemente Filho, desaparecidos no início da década de 70.

Realizada na sede do Arquivo Público e Histórico de Rio Claro, a cerimônia contou com a presença do prefeito da cidade, Du Altimari, da vice-prefeita, Olga Salomão, do vereador petista Sérgio Desiderá e da vice-presidente da Comissão da Anistia do Ministério da Justiça, Sueli Bellato. Amigos e familiares de Orlando e Abílio também acompanharam o evento.

A cerimônia teve início com a apresentação de um vídeo sobre o golpe militar de 64, que resultou na prisão, tortura, exílio, perseguição e morte de milhares de brasileiros. O vídeo retratou ainda o surgimento do movimento pela anistia, a volta ao país de exilados e presos políticos, a Diretas Já e o estabelecimento da Constituição Federal de 1988.

Outro vídeo mostrou depoimentos comoventes de familiares e amigos dos desaparecidos Orlando e Abílio. Grande amigo de Abílio, Mentor se emocionou. “Fomos colegas de classe e morávamos juntos, com mais quatro colegas, na Rua 7”, lembrou o deputado. Segundo ele, Abílio era uma pessoa muito tranquila e generosa. “Era nosso consultor. Todas as nossas angústias, falávamos com Abílio”, recorda.

Para Mentor, essa homenagem é o momento de reconhecimento da luta pela busca da liberdade. “Após quatro décadas do desaparecimento misterioso do Abílio, homenageá-lo aqui em Rio Claro é uma atitude maravilhosa. A morte resigna, mas o desaparecimento é uma dor que nunca acaba”.

De acordo com a superintendente do Arquivo Público e Histórico, Maria Teresa de Arruda Campos, a autarquia iniciou o projeto de pesquisa sobre a ditadura no final do ano passado. "Temos pouco registro do que aconteceu em Rio Claro, por isso estamos nos apoiando na história oral e na pesquisa dos jornais da época. O objetivo é deixar a história contada pelos que sobreviveram a ela e por aqueles que quiserem se pronunciar para deixar registrados os muitos lados desse período tão sofrido de nossa nação", declarou Teresa.