Antonio Mentor

Deputado Estadual Antonio Mentor

Aloizio Mercadante se reúne com deputados petistas

O deputado estadual Antonio Mentor, junto com os parlamentares que compõem a Bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, se reuniu, na manhã desta segunda-feira (16.05), com o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. O ministro anunciou uma série de ações e projetos da pasta para o Estado e defendeu que o país deve formatar políticas estruturantes com tecnologia de ponta, que ofereçam valor agregado à matéria-prima que o Brasil possui.

O ministro ressaltou a importância estratégica de São Paulo na cadeia de produção tecnológica e destacou a possibilidade de o Estado sediar o movimento empresarial pela inovação. Outra iniciativa, segundo Mercadante, é a constituição de uma versão da  “Embrapa da Indústria”, em parceria com o IPT, Fapesp e Sebrae.

Para o ministro, o Brasil precisa provocar a discussão sobre o Marco Regulatório Regional com os países da América Latina, para estimular o sistema de produção da indústria farmacológica. “Só assim poderemos buscar competitividade e furar o monopólio de algumas indústrias que impõem aos países seus produtos e custos”.

Mercadante sugeriu o lançamento da Jornada pela Inovação e do Centro de Valorização Tecnológica, para o fornecimento de desenvolvimento e técnica às vocações de produções regionais; criação de Polos de Tecnologia e Modelo de Desenvolvimento do Conhecimento.

De acordo com Mercadante, no governo da presidenta Dilma, a Ciência está a serviço da população, com a função de constituir uma sociedade de conhecimento sustentável, gerar emprego, combater a pobreza e impulsionar um salto de desenvolvimento e qualidade na vida da sociedade brasileira.      

 

Audiência Pública

“Nosso grande desafio é transformar Ciência, Tecnologia e Informação em eixos estruturantes de desenvolvimento”.  Assim, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, em audiência pública na Assembleia Legislativa, no período da tarde, definiu a missão de sua pasta e detalhou o que o ministério vem fazendo para alcançar esse objetivo.

O evento foi organizado pela Bancada do PT. Antes, os deputados já haviam recebido na Assembleia os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Cultura, Ana Hollanda. O objetivo desses encontros é promover diálogo direto com a população, troca de informações e conhecimento dos programas e investimentos do governo federal no Estado.

Os deputados do PT foram unânimes em elogiar o comprometimento do ministro com a transparência de sua pasta e com o trabalho de excelência que vem executando na área da tecnologia e da inovação.
Investir em tecnologia

O ministro apresentou um panorama da situação favorável do país. Controle da inflação, redução da vulnerabilidade externa, crescimento econômico com distribuição de renda e inclusão social, inserção internacional, reconstrução da capacidade de planejamento e coordenação estratégica do Estado fazem parte desse cenário positivo, de acordo com o ministro.

Para ele, o Brasil tem que aproveitar esse momento em que países estão sendo obrigados a fazer ajustes fiscais e investir em tecnologia para galgar o futuro. “A União Europeia já percebeu que a sociedade do conhecimento é estratégica. A Inglaterra, por exemplo, apesar de todo o ajuste fiscal, tem preservado o orçamento para tecnologia e inovação. O Brasil saiu da crise na frente e tem que aproveitar essa oportunidade”.

Nos últimos anos houve um avanço, segundo o ministro. Em 1987, o Brasil formava 5 mil mestres e doutores. Em 2009, foram mais de 50 mil. Um aumento expressivo também foi verificado na graduação, mas Mercadante ressaltou que ainda faltam engenheiros. “Temos trabalhado para mudar esse quadro. Nos próximos quatro anos, teremos 75 mil jovens com bolsas de estudo no exterior, principalmente na área de exatas”.

O governo federal também tem trabalhado para dobrar a rede profissionalizante, estimular o registro de patentes, descentralizar as universidades federais, o que já vem acontecendo, e investido em banda larga.

No Estado de São Paulo, o Ministério da Ciência e Tecnologia investiu, de 2000 a 2010, R$ 8,2  bilhões, com um crescimento nominal de 321% em relação ao ano de 2000 (em 200 foram R$ 351 mi e, em 2010, R$ 1,5 bi). O ministro destacou o baixo investimento privado em pesquisa no país, o que se explica pelo comprometimento de longo prazo, recursos e disposição ao risco.

O ministro também apresentou o novo padrão de financiamento do desenvolvimento tecnológico e da inovação no país; as iniciativas para o fortalecimento da capacidade nacional de inovação tecnológica e os mecanismos de apoio a tecnologia para inclusão social e para a sustentabilidade ambiental.